quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Como envelhecer sem ficar velho

Gente, não é pela minha idade, mas sim pelo meu espírito jovem que estou lendo um livro que acho que quem tem a partir de 30 ou 35 anos devia ler. O titulo é "como envelhecer sem ficar velho". além de divertidos e de contarem piadas com as quais a gente ri muito, os autores ensinam em uma linguagem simples como é que a gente faz para evitar a velhice da alma e também como é que a gente conserva melhor nossa lataria, motor e chassi para que nossa vida seja que nem a de uma lâmpada, durante a vida um brilho saudável até o apagar do filamento. Depois de apagar o filamento, ai depende da fé de cada um rê rê....

O Rudi e a Coruja

Sobre a coruja que encontrei na rua...alguém em perguntou se é de estimação.Não, não é.
Ela veio me dar um recado e foi embora.Numa dessas Noites em que você toma um fora de alguém e se sente apagado e morto eu a vi na estrada, ali em pé e imóvel . Parei a moto e tirei-a do meio da rua para que um carro não a atropelasse. Quando eu tentei soltá-la ela grudou com as duas garras no meu dedo e apertou como apertaria uma presa. Eu cheguei em casa com ela nas mãos. Ela apertava tando que doia, mas eu não conseguia me livrar dela. Se abrissea mão e a soltasse ela poderia ficar pendurada no meu dedo e machucar mais. Como se disesse: Está vendo, vc está vivo, aqui e agora, comigo.Tenha sabedoria para viver este momento. Quando em fim entendi a mensagem que ela queria me passar, me aproximei da janela e ela fez um barulho co o bico, me largou e saiu voando...
Este é o Eduardo Soares de Macedo.
Grande primo, Grande geólogo não apenas do IPT, do Brasil, do mundo. Ouvi historias inusitadas outro dia sobre ele. Ele é chamado quando há risco de queda de barreiras, desmoronamentos de encostas e tal. Certa vez, ele percebeu que havia um risco muito grande de uma familia ser morta pela queda de uma encosta. o diálogo, pelo que me contaram minhas fontes fidedignas foi mais ou menos o seguinte: -Minha senhora, tire seus filhos e seu marido daqui pois sua casa vai ficar soterrada. -O moço, eu num posso sai daqui. Só saio se Deus mandar alguém me avisar. -Senhora, Deus me mandou aqui para lhe dizer que sua casa vai cair e sua familia vai ficar soterrada. Então saia agora. -Então se é assim, eu saio. Se foi Deus que mandou o senhor me avisar eu vou. A mulher saiu e o marido torrão se negou. Disse que não saia nem na porrada. O Duda pediu a policia ou bombeiros , não sei ao certo, que o tirassem a força. Minutos depois a encosta veio abaixo e se eles tivessem ficado lá seriam totalmente soterrados. Este é meu primo Eduardo, um ser humano fascinante, sabe um pouco sobre tudo e ao mesmo tempo é especialista no que faz. Leitor voraz,o que deixa qualquer primo bibliotecário orgulhoso de falar dele.Pelo que sei sempre incentiva seus filhos a lerem. Outro dia liguei a TV no programa do Hulk, jovens inventores e quem estava sentado numa cadeira de jurados? O Duda. Eu chamei minha rainha e disse empolgado: Olha lá, é meu primo! O jovem havia pensado em uma forma de avisar as pessoas que moram em encostas do risco de desmoronamento antes que o mesmo ocorra. O Duda deu nota 10 e parabenizou o garoto. Eu não podia esperar menos. O rapaz veio da escola publica e conseguiu sair dela sem perder sua capacidade de repensar o mundo.Merecia mais que 10...mas o Duda só podia dar 10....só sei que foi assim. Grande abraço ao querido primo Duda e sua familia.

Meu Pai - Isaias Alves dos Santos

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Este era meu pai.
 Dormia de portas abertas. Não tinha medo de onça, tinha medo de gente. Foi dentro desta tapera que vi o beija-flor voar na frente dele lhe dando o recado que minha avó tinha falecido. Foi ai que passei duas férias incríveis no meio da mata rondonense. Foi nesta época que dei conta de que ele era especial no sentido de ter visões e ver o futuro. Não foi nesta viagem, mas na outra que fiz depois desta, anos depois, que ele me disse. Filho, vou morrer daqui ha um mês. Vou te mostrar as terras e você saberá onde estão as divisas. E realmente, depois de um mes exato ele teve um AVC dentro deste mesmo rancho. O levaram para a cidade de Vilhena, mas não havia recursos para tratá-lo lá. Mandaram a um alto custo de ambulância de vilhena para Cuiabá. Lá os médicos açougueiros mataram meu pai. Eles o liberaram antes de estar bem pra ir para casa. quando ele voltou ao hospital, depois de 2 semanas, super maus, eles o deixaram uma semana numa maca no corredor,entubado, disseram que foi por falta de vaga na UTI.
Quando o puseram na UTI ele durou duas semanas e se foi. Esta foi uma passagem muito triste de minha vida.Ter que enterrar meu velho sozinho, com a ajuda de estranhos e num lugar desconhecido num cemitério de indigentes. Mas tenho certeza que ele foi para um bom lugar. Diz um livro que eu li chamado "viagem de uma alma" que o céu dos crentes realmente existe. chamam de "a cidade da luz" lá tem ruas de ouro e tudo o que a biblia promete. Pena que é um lugar de onde os adeptos não querem sair para conhecer os outros lugares que existem também. O inferno, ou o que chamam de inferno os crentes e a bíblia é uma área chamada de umbral. Lá aspessoas que se acham cheias de culpa e autocomiseração ficam até serem resgatados por seres da luz e irem para hospitais espirituais. Tem outras dimensões mais acima, tem 7 se não me engano. Até um dos apostolos disse que: Conheci um homem que não sei se no corpo ou fora do corpo, esteve no sétimo céu. Então há muito pra se ver depois que deixamos o corpo. Eu sei que realmente há porque estive fora do corpo algumas vezes e foi fantástico. Na verdade todos nós saimos do corpo toda a noite em sonhos, mas não lembramos de nada ou quase nada. Mas tá bom, Se meu pai estiver no céu tá de bom tamanho. recentemente me disseram que ele está comigo, que se tornou meu anjo da guarda. Por justiça ou algo assim. Acho justo. Durante minha vida ele tratou do básico para mim e fez o que bem entendeu da sua vida. Deixou-me com uma carga que era sua quando eu tinha 9 anos e muito antes do tempo em que eu deveria assumir uma familia, me fez ser um chefe de familia e trabalhar para sustentar a casa. Então, trabalha pai, como dizia a mãe, quem não trabalha com o sol, trabalha com a lua.Mas ele adorava trabalhar, deve estar gostando do além vida. Dizem que se você trabalha muito aqui, vai continuar trabalhando lá...que descanso o que....e que se vc não é chegado ao trabalho aqui, lá será menos ainda...então só vendo pra ver. té

sexta-feira, abril 22, 2011

Historia de Odete Soares dos Santos por ela mesma.


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Vovó Odete conta um pouco de sua infância.



Adaptação de Anne e Rudi Santos

Estes escritos foram encontrados por mim ha pouco tempo no meio de algumas de minhas coisas. Lembro-me que quando ouvia as historias de minha mãe eu sempre lhe dizia que sua vida daria um livro bem interessante. Eu havia feito uns cadernos com folhas de rascunho que a Eletropaulo, empresa em que eu trabalhava na época, jogaria fora. Dei um destes cadernos a minha mãe e lhe pedi que escrevesse ali o que se lembrasse de sua infância até o presente momento. O que lerão abaixo foi o resultado deste meu pedido. Estou passando aos poucos para arquivo eletrônico, junto com a Anne, minha filha. Portanto, se ainda não leram o capitulo final, aguardem até que possamos continuar a transcrever a história.
Rudi Santos



Capítulo 1

O Primo

Mamãe tinha um primo que morava em Rio Claro, chamava-se Erasmo Meirelis que era casado com dona Ritinha e tinha 2 filhos.
Ele era dentista e mamãe de vez em quando nos levava na casa deles, era uma casa grande,em uma chácara muito bonita,que tinha um pomar maravilhoso com muitas fruteiras e mangueiras enormes.Tinha balanço de corrente e nós adorávamos ir lá só para brincarmos na balança.Era uma delícia.
A mangueira era alta e nós íamos na maior altura possíveldepois tomávamos leite, tirado na hora.Chegava a estar espumadinho.Comíamos frutas a vontade.
Enfim era uma delícia ir na casa do primo Meirelis.Ele era um homem muito elegante,mas não era muito bonito.O casal também ia em minha casa e eu e meus irmãos brincávamos muito com suas filhas.
O primo de minha mãe, começou a frequentar demais minha casa.A esposa dele não era bonita,era uma senhora de meia idade.O primo de minha mãe começou a cobiça- la, até que um dia eu, como sempre, ali pelo chão, nas minhas brincadeiras, vi quando o primo Meirelis ia chegando e disse para minha mãe.E ela não gostou.Apesar disso ela o recebeu bem. Ele, todo alegre, estava com um terno branco, e um sapato branco e preto muito bonito. Sentou-se em uma cadeira no quintal em frente a cozinha.Havia ali um pé de sabugueiro com um tronco bem grosso e todo cheio de flores.O primo Meirelis encostou a cadeira para trás apoiando no sabugueiro.Mamãe já tinha nos dado almoço.ofereceu para o primo e ele não quis.Mamãe começou a comer com o prato na mão.ela estava na porta e o primo recostado na cadeira.O primo começou a fazer galanteios para mamãe.Então ela foi falando para ele:
--- Você precisa cuidar da sua família e respeitar a família dos outros.
Ele cada vez mais falava coisas para mamãe.Ela foi ficando nervosa e quando viu que não tinha jeito de cortar o papo desagradável do primo,mandou o prato de comida no rosto dele. Ele deu um pulo da cadeira e a roupa dele ficou toda suja de caldo de feijão.
--- E agora como vou sair na rua? --- perguntou o primo.
Mamãe respondeu:
---Você ainda quer saber, como assim?quer ver?
Ela pegou um pau e correu para cima dele.Ele saiu correndo, sumiu e nunca mais veio em casa.Nós nunca mais fomos na casa dele.





Capítulo 2-

Mamãe toda semana saia para entregar costuras. Ela começou a receber galanteios.Mamãe começou a ficar doente de tanto trabalhar. Passava mal a noite com o papai e não deixava o papai saber o que estava acontecendo.
Então ela foi pegando uma estafa e deu crise nervosa. Papai resolveu nos levar para Macatuba. Lá fomos nós e nessa época vovô já estava bastante velho e vovó também. Quem dirigia a casa agora era minha tia Laura, a filha mais velha.Ela tinha 2 filhas e o marido, meu tio José Cordeiro. A filha mais velha chamava-se Isaura e a mais nova Onorina. A Onorina tinha o apelido de nenê.
Quando chegamos o vovô soares e a vovó Maróca ficaram contentes do nos ver. A tia Laura, porém, não gostou muito de nossa chegada mas não podia nos rejeitar por causa de meus avós. Com isto, ficamos na casa de vovô mas não sabíamos o que nos esperava. Papai e mamãe voltaram para Rio Claro e foram dar um jeito de mudar para pederneiras que fica mais perto de Macatuba, cidade que, na época, chamava-se Bocaiúva.
Minha tia, como não havia gostado de nossa chegada, logo foi mandando o Wilsom ir para a casa do Tio Esabilino, outro irmão de meu pai. Eu e a Ica ficamos com a vovó, mas a tia Laura, o que pode fazer de maldade para nós ela fez. Passamos muita fome porque tia Laura falava para meus avós que já tínhamos tomado café da manhã, por exemplo, e só havia dado café preto em uma canequinha de esmalte com um pedacinho de polenta que era feita para dar ao cachorro. No almoço, ela dava para minha prima um bonito prato de comida, com feijão, carne, batatas, verduras. Já para nós, dava angu do cachorro, com feijão bem aguado e serralha. Esta era nossa refeição. Não estávamos acostumadas a comer tão mal assim. Apesar de sermos tão pobres mamãe sempre criou galinhas. Tínhamos ovos, verduras que meu pai plantava e bebíamos leite de cabra que mamãe tirava todos os dias. Agora tínhamos que passar todos os dias só com angu mal feito, caldo de feijão e um pouco de café. Estava duro de agüentar e ainda por cima o Wilson ficou longe de nós e sentíamos a falta dele. Difícil também estava ficar longe de nossos pais mas, assim mesmo tentávamos nos distrair. Vovó pois a Ica na escola. Ela ia com minha prima o que ainda deixou o ambiente mais triste para mim.
Quando a Ica voltava da escola ela sempre trazia uma florzinha e dava para mim. As vezes ela trazia um caco de louça bonitinho para nós brincarmos ou uma latinha bonita para nós fazermos comidinha.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

O jardim encantado

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                                 O jardim encantado



Era um jardim muito bonito tinha muitas flores cheirosas. Algumas pessoas diziam que o jardim era encantado porque à noite o perfume das flores se espalhava pelo jardim e atraia muitas fadas e essas fadas eram invisíveis. Apenas as crianças podiam vê-las. Os adultos sempre iam ao jardim, curiosos para ver as ilustres visitantes, mas não viam nada alem das rosas, petúnias, begônias, margaridas e papoulas que o jardim possuía. A princesa Anne cuidava do jardim com muito amor. Ela gastava fortunas com adubos, apetrechos e com todos os jardineiros que trabalhavam sempre para manter o jardim muito bem cuidado. As flores eram enormes e as crianças diziam que elas podiam até falar com as fadas.
Um dia o rei da Pérsia, passando pelo país da princesa Anne, foi visitar o tal jardim que era famoso pela sua exuberância e magia. Ele soube que ali, naquele jardim, as fadas iam para se banhar nas fontes e se embriagar com o cheiro das flores, e que elas muitas vezes concediam pedidos a visitantes do jardim. Seu maior desejo era ter uma nação sabia, forte e poderosa. Ele já havia tentado de tudo. Comprou muitas armas para o seu exercito e muitas ferramentas para seus agricultores. Com estas medidas pretendia que a nação fosse forte e tivesse comida em abundância. Contudo, seus soldados não sabiam como utilizar as armas e seus agricultores não sabiam como utilizar as ferramentas que comprara. O rei também mandou fazer muitos hospitais para que o povo tivesse cuidados médicos e não morresse de uma doença qualquer. Mandou fazer muitas escolas para que o povo aprendesse a ler e escrever e também construiu muitas estradas, pontes e viadutos para que o povo tivesse como se locomover dos lugares mais distantes do reino para ir até as escolas. Contudo seu povo era fraco e iletrado. Os professores que haviam nas escolas não conseguiam ensinar porque os alunos não queriam aprender. Achavam a escola muito chata porque sempre ensinava as mesmas coisas.
Quando o Rei entrou no jardim já era noite. A princesa Anne lhe havia avisado que o jardim a noite era perigoso pois as fadas que ali ficavam eram muito sinceras e diziam o que bem queriam na lata, sem nem pensar se magoariam a pessoa que fez a pergunta ou não. Mas o rei passou por cima da advertência e mesmo tendo sido avisado, entrou no jardim no início da noite.
Logo ele avistou uma fonte luminosa e foi chegando mais e mais perto. A cada passo que dava, um sapo que morava no jardim dizia:
---Mais um passo, menos um ano.
O rei sem entender o que o sapo queria dizer continuou andando.Mas a cada passo que dava, ficava um ano mais jovem. Assim foi rejuvenescendo até que voltou aos sete anos. Quando, com sete anos ele chegou bem perto da fonte, pode então ver as fadas que ali se banhavam e disse:
---Hó fadinhas, queridas fadinhas. Tenho um desejo que quero lhes confessar.
---Diga príncipe da Persia, em que podemos ajudar? Disseram as fadas.
---Tenho um pais muito grande. Vasto é o meu território. Tenho cachoeiras e rios, pantanais, florestas, savanas. O povo é grande, numeroso. Mas apesar de tudo que fiz, comprando do bom e do melhor, o povo é fraco e não sabe usar nada do que lhes dei.
Como posso ter uma nação forte e poderosa que domine o mundo inteiro?
---Há senhor príncipe da Pérsia,
Muito fácil é responder sua questão.
Se quiser um pais com pessoas fortes
De a seus súditos vitaminas
Se quiser um pais com pessoas domadas e servis
De a eles escolas e professores
Se quiser um pais de gente que domina o saber e utiliza
De a eles bibliotecas, muitos livros e o estimulo do habito de leitura.


O Rei da Pérsia, agora transformado em criança, lembrou-se de que seus pais o levavam sempre a biblioteca real e diziam que era de lá que ele iria tirar o seu poder. Se um rei que lê e tem grande conhecimento é poderoso, quem dirá uma nação inteira de súditos conhecedores de todo o tipo de ciência.

---Biblioteca, essa era a peça que faltava no meu quebra-cabeça, disse o pequeno rei agora saltando de alegria por ter a resposta que procurava.
---Mas cuidado, disse a fada. Quando sair deste jardim e voltar a ser um rei adulto vai esquecer de tudo isto que falamos. Por isto leve este espelho que vai congelar sua imagem de criança para lembrar do que eu lhe disse.
O rei pegou o espelho e se olhou.
----Estou muito bem assim jovem, não quero voltar a ser um rei adulto. Disse já dando as costas para a fadinha e começando a pular imitando o sapo voltou-se para o caminho que saia do jardim.
---Cada pulo que der me imitando, um ano vai envelhecer.
E assim o rei pulou como um sapo ate a saída e ficou muito velho, tão velho que se esqueceu de tudo o que a fada havia lhe dito. Um dia, porém, por acaso pegou o espelho que a fadinha lhe dera e olhou nele a sua imagem de criança. Na frente da imagem congelada havia uma frase dizendo: “Me quebre e lembrará de tudo.” .
Já na Pérsia o rei pegou o espelho nas mãos e o quebrou. Ficou com a idade que tinha antes de entrar no jardim, mas ao olhar para o seu povo, descobriu que o tempo havia passado e que a população do seu país havia envelhecido. Como fazer com que os velhos que nunca gostaram de ler aceitassem a idéia de que ler podia transformar suas vidas e que podiam formar assim uma nação muito mais sabia e mais rica?
Este era um desafio para o rei que viveu esta historia, mas esta é uma outra historia.




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A escola dos bichos - episodio 2

A escola dos bichos

Priscila está sentada na escada chorando a perda do seu caderninho de anotações:

Uhuuuummm! Eu não posso admitir que perdi meu precioso caderninho. Tinha escrito tudo lá!

A ovelha se aproxima e pergunta:

---Mééééé. Priscila, porque está chorando?
---Meu caderninho dona ovelha, eu o perdi!
---Há, mas o que tem isto, veja, eu nunca tive caderninho mas nem por isto sou infeliz.
---A sra não entende mesmo né dona ovelha! Deve ser porque é animal. Sabe, li num livro que desde a muito tempo o homem registra coisas. A gente tem este costume. Primeiro desenhava-mos na pedra das cavernas, as primeiras representações preservadas de homens e animais datam do final do paleolítico, entre 40.000 e 10.000 anos a.C. e são tão perfeitas que a gente pode até imaginar que já a uns mil anos o homem vinha desenhando coisas. Sabia que na espanha, em Altamira encontraram um desenho de um bisão ferido na parede de uma caverna que parece ser muito fiel á imagem do bisão.
---Bisão? O que que é isto?
---Bom, era um animal que parecia com um búfalo.
---Há. Eu nunca vi um bisão.
---É um animal muito antigo e já extinto dona ovelha, a senhora só poderia vê-lo em livros porque o homem registrou, ta vendo como meu caderninho é importante? Nele eu registro coisas que acontecem aqui na escola.
---Bom, mas para que servem as coisas que você registra priscila?
---Para que um dia alguém que viva muito depois de nós possa saber da luta que eu travei para conseguir uma casa para os meus amigos livros e também conseguir que as crianças deixassem os bichos em paz.
---Mas porque se importa tanto com isto? O tempo não existe para nós animais. Daí a gente não liga para este negocio de deixar registros de coisas.
---Bom, mas a mente humana vive no tempo e no espaço. Tudo para nós acontece em um determinado tempo e espaço.
---Acho que você está falando coisas difíceis demais. Eu não consigo entender.
---Jamais entenderia dona ovelha. Os animais não ligam para estas coisas de tempo. Por exemplo, se a senhora ouvir um grande estrondo, o que vai fazer imediatamente?
---bom, acho que vou sair correndo.
---Vê como pensamos diferentemente? Se eu ouvir um grande barulho vou querer saber de onde vem e como e porque ele ocorreu.
---Eu vou com meus instintos, se o barulho for grande eu sei que pode ser perigo a vista.
---Bom, mas com estava dizendo, o homem além de escrever em paredes também fazia esculturas em pedra que perduraram até hoje. Talvez ele tinha a idéia de que podia contar coisas para os outros que viessem a viver muito depois dele. Podia dizer como era seu mundo e em que acreditava.
---Depois de tudo o que me disse, eu pergunto. E o que tudo isto tem a ver com seu caderninho perdido?
---Tem que ele é uma prova de que um dia um diretor de uma escola preferiu uma vida melhor para os animais da escola, coisa que eu acho muito legal, mas não cuidou direito das crianças porque não quis dar uma casa para os meus amigos livros. Enquanto os animais atraem as crianças para vê-los, os livros espantam as crianças sem querer.
---Mas porque você acha que as crianças não gostam de ler?
---É meio complicado dizer qualquer coisa dona ovelha, mas acho que tudo começa na família da criança. Se o pai e a mãe não gostam de ler e não são vistos estudando e lendo, a criança começa achar que ler é um castigo. Afinal, só na escola ela tem que ler. A escola é um lugar que ela é obrigada a ir. Se não quiser ir para a escola os pais ficam bravos. Muitas vezes ela não quer ir na escola justamente porque tem que ficar quietinha escutando a professora e depois tem que ler coisas. Daí fica parecendo que ler é um castigo...
---Nossa, você acha mesmo isto Priscila?
---Uhumm! E eu concordo com as crianças, as vezes, quando a gente quer aprender de verdade alguma coisa, tem que ler com atenção e se concentrar, e isto não é fácil. Aprender as vezes dói um pouquinho. Por isto todo mundo tem resistência em aprender coisas novas. Acho que dentro da nossa cabeça tem um monte de neurônios preguiçosos. Se a gente deixar eles folgados, eles permanecem deitados a vida inteira. Mas, quando a gente obriga eles a trabalhar e eles ficam musculosos de tanto exercício a vida da gente fica bem mais fácil. Imagine se o homem não descobrisse a roda, a eletricidade e muitas outras coisas como nossa vida seria mais difícil.
---É, se vocês não tivessem descoberto a imprensa estariam até hoje escrevendo nas paredes das cavernas.
---Que é isto dona ovelha, a gente não vive mais em cavernas, a gente vive em casas.
---Sim, mas acho que o diretor não sabe disso não menina.
---Não fale assim. Acho que um dia ele vai entender que os livros precisam de uma casa e de alguém responsável por eles.
---Por que não damos uma volta na escola para ver se achamos o seu caderninho?
---Já procurei por todos os lugares e não encontrei. Mas podemos tentar de novo, quem sabe a senhora não me dá sorte.
Durante a caminhada pela escola dos bichos, Priscila foi vendo tanta coisa acontecer e cada vez ficava mais chateada por não ter seu caderninho para anotar tudo o que via. Foi anotando coisas nas mãos, nos braços e nos pés.
---a senhora poderá anotar tudo depois, disse dona ovelha.
---é que não sei se vou lembrar.
---Nisto eu posso ajuda-la. Os patos precisam de ração, o pavão reclamou de uns meninos e o cachorro titico disse que o cachorro fuxico está com resfriado.
---Lá vem o diretor.
---Olá Priscila, o que está procurando?
---Há sr. Diretor eu perdi meu caderninho. Estou muito triste. Veja, estava escrevendo as coisas nas mãos e nos braços por não ter um lugar pra escrever.
---Justamente por isto eu estava te procurando. Você o deixou em minha mesa.
---Que bom, muito obrigado, agora vou poder passar a limpo tudo que eu vi no tempo em que caminhava pelo espaço da escola.
---Tempo e espaço, nossa Priscila, você está muito filosófica hoje.
---Estavamos falando sobre a biblioteca sr. Diretor, eu e a dona ovelha aqui. Assim como é ruim não ter um lugar para registrar as informações que coleto, também é ruim não ter um lugar legal para guardar as informações que estão registradas nos meus amigos livros.
---Olha Priscila, eu estive pensando no caso. Acho que tem razão. Não posso prometer quando, mas vou projetar uma casa para os seus amigos livros lá em cima, perto da piscina que tal?
---Poxa esta é uma noticia muito boa.
---assim que eu vir que é possível, vou iniciar as obras, talvez lá para agosto fique pronto.
---Olha lá em diretor, promessa é divida, estamos em julho, até agosto há tempo de iniciar as obras. Não vejo a hora de utilizar a nossa biblioteca.
---Não se preocupe menina, um dia esta biblioteca sai....

terça-feira, maio 30, 2006

Ai que fome

Que fome né, eu que sou apenas um blog mau alimentado é que o diga! Depois que inventaram de por a boca no trombone nos podcastings ou seria podcasts? Bom, seja o que for, depois que inventaram os pods, minha vida de blog piorou muito. Ainda mais porque meu dono nem tem tempo para me alimentar mais. Ele só acha que pod é melhor porque fala. Pô, se ele me fizer falar, eu também falo. Olha só como estou falando! Tá certo que até hoje falei para ninguém. Meu mau e dos meus amigos é este. Ninguém ou quase ninguém lê muitos de nós e muitos lêem poucos de nós. Já dizem até que a blogosfera morreu. Não morreu não, hó eu aqui hó, tá vendo, to dando tchauzinho...não para ir embora é claro, só para dizer que eu existo. Mas se você está me lendo, por favor, entenda uma coisa. Blog que não comunica, se estrumbica. Ponha um link meu no seu blog. Me dá esta chance vai! Sabia que é assim que os pod pretendem sobreviver. é sim, colocando links dos outros e fazendo propaganda de outros para que subesistam. Então, faz meu jabá, meu ad, seja meu amigo. antes que meu dono pense que eu não causo audiência e crrrrr, me corte o pescoço. Bom, mas uma coisa ninguém POD negar, todo pod tem um blog. É, ao menos para isto servimos, para segurar os links dos nossos filhos pods. Sim porque nós viemos primeiro, nem bem chegamos já tão querendo tirar a gente de cena. há não...
A gente ainda vai pegar muita onda. Bom, te dei tempo, pensou com carinho na minha proposta? põe um link vá...

quarta-feira, março 29, 2006

A última mensagem do meu amigo Pellim

Meu Amigo Pellim:

Este foi o último e-mail que eu recebi do Pellim, um amigo carissimo que faleceu há alguns dias vitima de cancer de pele. Ele me ensinou a gostar de musica clássica e a ouvir para ver sé bom, todo o tipo de música. Me lembro uma vez quando lhe perguntei se gostava de Paralamas do Sucesso, uma banda nacional, ele disse que não conhecia, mas gostaria de ouvir para ver se gostava. Ao fim, ao menos pelo que me disse, gostou depois de ouvir.
Abaixo, algumas instruções que ele me deu para escolher música clássica sendo eu leigo no assunto:




Vou lhe passar alguns nomes de obras, sinfonias, concertos etc, dentre os que tenho e os que gostariade ter. Posso adiantar que tudo que Mozart fez é bom,Haydn é muito semelhante. Quando começa a tocar no rádio algo orquestrado e identifico com Mozart, sefor algo que nunca ouvi, sempre tenho que considerarHaydn como alternativa.As sinfonias de Beethoven, pode pegar que são todas boas. Concertos para piano e orquestra são muito bons,o cara era fera. Bach, apesar de pesado, você tambémpode buscar. Prefira as partitas, concertos deBrandemburgo e as peças que compõem o Cravo BemTemperado além das clássicas Ária na Clave Sol (que acho que faz parte de um conjunto maior e o PorqueTemos a Jesus (tradução literal do alemão) mais conhecido por Jesus Alegria dos Homens. Partitas eo Cravo são em geral pouco melodiosas mas ficam namemória, além de serem inconfundíveis. Se corro algumrisco de errar quando chuto "esta é do Mozart (ouHaydn)", com essas peças do Bach não há como errar.No quase popular, um tal de LLoyd Weber faz músicaspara a Broadway (O Fantasma da Ópera, Cats). São muito boas.
Gravações para mim?
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Tenho interesse, sim, em receber as gravações. Mas preciso saber o que preciso para tocar mp3 ou wave.As ferramentas normais da MS ou preciso baixar algode algum lugar? Você deve saber que trabalho comtecnologia mas não trabalho para tecnologia. Pode sera moda, o must para todo mundo mas, enquanto eu nãodeterminar o real benefício, meu real interesse, a coisa não passa de coisa. Muitos modismos (mp3 ainda é modismo para mim) como internet, wireless, telefoniamóvel, transformam-se em coisas de fato úteis. Mas,da mesma forma que os músicos não podem contar comigo para sair do zero e tornar-se sucesso, também os aficionados por tecnologia não contarão comigo para seu desenvolvimento, pelo menos não como consumidor.Sou meio parasita, reconheço. Mas contribuo de outrasformas.

Caiaque
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Não esqueci do caiaque. Acontece que a tia da AnaMaria estava mal, como você sabe. E a gente não sabia se ia acontecer algo, quando ia. E eu cansei de ligar para você para desmarcar. Eu estava ficando chato.Além disso, você tem idéia de como é minha agenda. Amanhã, sábado, p.ex., a Ana Maria vai dar uma palestra de manhã e haverá um evento de início dessecongresso à noite durante o qual serei o marido (oprimeiro damo). E eu terei que fazer uma mini reformano Ápice porque um cliente está reclamando, comrazão, de problemas de performance.Em relação a meu papel nos eventos "da" Ana Maria,estou sendo irônico mas é para fazer piada. Porque acho importante essa minha tarefa, não apenas porque é importante para ela mas também porque há interesses comerciais. Porque no fundo esses eventos também são"meus". Mas que é um mico, ah isso é...Pois com a tia da Ana Maria aconteceu. Ela faleceuno final do mês passado e, se por um lado foi ruim,por outro eu deixo de ter um complicante. Eu acho que poderemos marcar o caiaque para os próximos finsde semana. Se você não estiver de saco cheio detanto adiamento...Um abraço

Pellim
--- Santos Rudi <rudi_santos@yahoo.com> escreveu:>

Agora so faltam fotos....> Estou fazendo uma super colecao de musica classica.> se puder me ajudar a escolher, será bem quista sua> ajuda. e se quiser, posso te gravar um montao de> coisa em mp3 ou wave.> > minha biblioteca na eca é riquissima em arquivos> sonoros.> > estou conhecendo o Vila lobos, Bach, Gustav Mahlet e> muitos outros...> té mais> grande abraço

quinta-feira, dezembro 22, 2005

As aventuras do Carlinhos

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O meu amigo Carlinhos


Se alguem que receber esta mensagem tiver um desejo forte de realizar um sonho seu ou de uma pessoa próxima e amada, então, como já recomendei a alguns colegas, precisa conhecer meu amigo Carlinhos.
Você já viu pessoas desafiando todos os limites na TV ou no cinema? Pular de para-quedas, asa delta, fazer rafting, rapel, trilha de moto ou a pé são coisas que desafiam nossos limites.Para o Carlinhos esse desafio está contido em pequenas coisas que nem notamos. A escalada é subir no ônibus para ir vender seus livros. A trilha difícil e pedregosa está no seu caminho diário até o ponto de ônibus.Os vôos de asa delta ficam por conta de sua imaginação criativa e cheia de soluções para todo o tipo de problema que enfrenta. Um dia vou contar num blog umas histórias que ele me conta. Por exemplo a do dia em que ele olhou da sua cadeira de rodas para a escada rolante de um shopping e resolveu descer de costas.(e conseguiu...) Ou do dia em que ficou ilhado no meio de uma enchente, o que é coisa corriqueira para nós, mas que exigiu a destreza de um rafting para salvar sua mochila molhada e cheia de livros. Ele tem muitas histórias. Uma vida inteira de aventuras que conta sorrindo a quem é concedida a graça de conhece-lo. Quando venho de Cotia de bicicleta, no pé das ladeiras mais íngrimes que enfrento, eu penso assim: Se o Carlinhos consegue subir uma ladeira dessas (e eu sei que ele sobe uma ladeira "braba" todo o dia ida e volta, de ré em sua cadeira de rodas), por que eu não iria conseguir? "É mole pra mim!" Quando me deparo com meus problemas do dia a dia e começo a reclamar, logo penso no meu amigo e me sinto muito mal . A meta do menino que nasceu deficiente e na rua em Marília é tirar seus pais(que não são deficientes) de debaixo da ponte do CEASA. Ele me intimou a passar o próximo Natal em sua casa o ano que vem pois vai vender livros o bastante para compra-la . Ele já projetou em sua mente a casa que quer ter. Está com 50 por cento do problema resolvido, sabe onde quer chegar. Dois quartos, sala, cozinha banheiro, garagem e escritório onde vai escrever seus livros.Terreno plano e lugar de acesso fácil. Para você que mora de aluguel e quer ter sua casa própria, o Carlinhos pode ser uma fonte de inspiração. Tudo o que ele tem hoje são sonhos, mas ele é positivo quando diz: Rudi, próximo natal você está intimado a passar na casa que eu vou comprar. Esta mensagem não tem a intenção de provocar em você pena do Carlinhos. Mas olhe para você agora e pergunte-se: Quais são as minhas metas para o próximo ano? Uma casa? Um carro? Uma faculdade? Ter mais tempo para minha família? Pergunte, pergunte, pergunte mais, faça como o Carlinhos, concentre-se no foco. Estabeleça seu objetivo e quando o ano começar, parta pra cima dele com afinco e suor. Verá como, ao fim de 2007 sua história será vitoriosa. Quer ir pra lua? Mude para perto da NASA. Quer entrar numa universidade publica? Estude focado nisto. Quer ser reconhecido no trabalho? Adquira conhecimentos afins que agreguem valor a sua vida profissional. e por aí vai....Se você ainda duvida que pode conseguir realizar qualquer sonho, vamos marcar um dia que você vai passar com o Carlinhos. Um dia basta para você voltar a acreditar que coisas boas sempre acontecem, basta mudarmos o nosso ponto de vista.

Tenho uma proposta para você:
Escreva uma carta para você mesmo com a data de 1 de janeiro de 2007. Nela diga, sempre no passado, que conseguiu tudo o que projetou.
Ex. : Neste ano consegui minha casa, entrei numa universidade publica, consegui ver meu
filho(ou minha filha) por mais tempo, administrei bem meu tempo e consegui ler o que a muito não
conseguira, comprei meu carro, viajei para Paris.....ou seja, solte a imaginação mas tente colocar desejos fortes,
estes tem mais chance. Não é mágica, mas, leia esta carta na data que colocou no inicio dela (01/01/2007) e verá quanta coisa
você conseguiu .

quarta-feira, junho 15, 2005

A cem anos na vida sem rumo

Minha vida sem rumo, sem estrada sem resmungo.
A vida a fora atraz do medo querendo estar satisfeito.
A cem anos fico sem casa durmo na rua sem vala, sem água, sem comida, sem estrada.
Perco o caminho, era rico agora pobre, vivo minha vida, sem água, sem comida, sem estrada.

Laiza Barbosa Clavelares de Jesus -
9 anos -
Nova colaboradora e colaboradora nova.....

segunda-feira, junho 13, 2005

O tempo

Ainda hoje escrevi para a Ana Karine, uma amiga sobre os dois minutos do meu microondas. Dois minutos....o que você faz com dois minutos? Eu posso lhe dizer o que faço porque eu tenho armado uma ratoeira a tempos para prender o tempo, eu prendo 2 minutos no microondas e faço com que eles virem muito mais que apenas dois minutos. veja o que dá para fazer em dois minutos de microondas, enquanto esquento meu café com leite:
-pego a chave da porta de tras
-abro a porta de tras com a chave
-abro o cadeado da grade da porta de tras
-abro a porta da frente
-pego a mangueira
-conecto a mangueira na torneira do tanque.
-chuto o cachorro que está tentanto mijar no movel do microondas
-abro a torneira
-molho 4 canteiros de alface, beterraba e outros bichos
piiiiiiiiiiiiiii.....o tempo acabou.

dai fiquei pensando. Se em dois minutos eu faço tudo isto, porque eu passo o meu dia correndo tanto que vivo reclamando que não tenho tempo para nada?
Acho que é porque nos dois minutos eu vivo intensamente. Adoro regar a horta, embora chutar o cachorro não faça parte disto. Háaaa, então para fazermos com que o nosso dia vire uma semana é só fazer-mos durante as horas que passamos acordados o mesmo. Tornar nossas horas importantes e prazerosas iria valorizar muito o nosso tempo. Fazer só o que é importante iria fazer com que o nosso tempo esticasse muito. Nestes dois minutos eu não penso se terei que pagar as contas, se vou ter que fazer as compras de casa no supermercado abarrotado u se tenho qualquer outro compromisso. Eu só vejo aquele verdinho das folhas de alface se mechendo conforme a água cai ou o vermelhino da folha da beterraba indo pra lá e pra cá. Vejo o tamanho do pé de couve, os buracos que os bichinhos deixaram na folha de acelga. Se os espinafres vingaram, se os rabanetes já estão no ponto....eu só vejo o que é importante para aquele momento. Consigo me desprender totalmente de qualquer outro compromisso ou valor. é só aquilo que é importante....
Difícil não, fazer nosso dia de trabalho render assim. Em um dia veriamos tantas coisas e detalhes que iriamos ficar impressionados. Mas seria preciso trabalharmos em algo que gostassemos, é claro, e talvez ai esteja a chave de esticar o tempo.

sobre o tempo......ainda falamos mais sobre o tempo.

quarta-feira, maio 18, 2005

O golfinho azul

Era uma vez uma baía com muitos peixes e um deles chamava golfinho azul.Ele gostava de brincar com as crianças que iam visita-lo. Alguns pais dessas crianças resolveram destruir a baía dos peixes.As crianças falaram: --Não pai não faça isto meu amigo golfinho esta lá, por favor não machuque ele! E os pais respondiam: ---A gente precisa fazer isso é o nosso trabalho. Os pais estavam planejando tirar a água da baía e todos os peixes morreriam. As crianças foram correndo avisar os peixes. O golfinho azul apareceu e disse: ---Meninos, eu tenho a solução para isto. Digam a seus pais que se eles preservarem a baía vão poder trazer muitas pessoas aqui que vão querer ver os peixes e isto vai fazer com que eles ganhem dinheiro para sustentar suas famílias, e não vão mais precisar destruir tudo. Então os meninos foram lá e convenceram seus pais a fazerem o que o golfinho azul falou. Com a baía preservada muitos turistas vieram para ver os peixes e assim os pais dos meninos nao precisaram mais destruir a natureza.

Anne Cristine

O tio Jaime e o bêbado

O tio Jaime estava dormindo e de repente a vovó Odete ouviu um barulho. Ela viu que era um bêbado tentando entrar na cozinha da casa e falou para o tio Jaime.
—Jaime, Jaime, vai fechar a porta.

O Tio Jaime, que andava dormindo pois era sonâmbulo foi lá, deu uma volta no quintal, provavelmente abraçou o bêbado e voltou.
Então a vovó Odete perguntou
—Jaime, você já fechou a porta?
--- Não Mãe....
---Então vai lá menino, fecha a porta que o bêbado vai entrar aqui em casa pensando que é o banheiro...
Lá foi o Tio Jaime de novo pela porta a fora, deu outra volta no quintal e voltou...
Novamente a vovó Odete perguntou:
—Jaime você já fechou a porta?
---Não mãe, ele respondeu...
Então a vovó Odete ralhou com o tio Jaime e disse sacudindo ele para valer:
—Jaime, acorda, você já fechou a porta?
—Não mãe eu não achei a tesoura
E a vovó disse, pare de fazer graça Jaime e vai fechar a porta que tem um bêbado querendo entrar e fazer xixi na cozinha....
O tio Jaime, agora acordado disse:
--Eu não vou la não mãe, to com medo.

fim
Anne Cristine

A floresta amazônica

A floresta amazônica

Era uma vez uma floresta que tinha muitos animais e também tinha um homem que ajudava as arvores e plantas.Ele se chamava Rudi e tinha uma filha chamada Anne.Rudi regava as plantas, defendia a natureza e não deixava ninguém destruir a floresta ou a natureza. Como a natureza é tão bonita, as pessoas boas foram visita-la.Essas pessoas puderam ver como a natureza era bela. Mas um dia vieram homens com tratores para derrubar tudo, e o Rudi não deixou ninguém derrubar as arvores e falou:
--Eu não acho justo eles destruírem a floresta amazônica.
Um certo dia as pessoas más aprenderam que não tem motivo para destruir a floresta e ficaram amigos da floresta. Agora eles ajudam bastante a protege-la.

FIM
Anne Cristine (minha filha de 8 anos. é um texto infantil gente, desculpem o tamanho e formato.)

Historias do peixinho azul

O peixinho azul e a respiração

Naquele dia o lago parecia muito calmo.O sol atravessava a superfície da água com um brilho tão intenso que o peixinho achou que o sol estivesse explodindo de alegria.
Enquanto nadava sem parar o peixinho azul ia pensando e se perguntando mil coisas. Uma coisa em particular o perturbava: para que serve a respiração? como e que eu respiro? Porque dizem que a respiração e importante? E assim ia nadando, nadando até que encontrou o peixe elétrico .
--Olá, disse o peixinho azul, como vai amigo elétrico.
--Vou bem, respondeu Elétrico, eu estou voltando de uma maravilhosa aula de ciências onde aprendemos muitas coisas sobre respiração.
--Puxa, disse o peixinho azul, eu vinha justamente pensando sobre isto. Por favor, me conte o que aprendeu.
--Bom, falou Elétrico entusiasmado, seres vivos respiram e precisam faze-lo para viver.Nas pessoas, por exemplo, o ar que respiram vai para o pulmão e lá embarca num trenzinho chamado sangue.Este trenzinho leva o ar novo para cada cantinho do corpo da pessoa e, na volta, traz o ar que está cansado e não consegue mais ajudar no trabalho importantíssimo a ser realizado.Quando o trenzinho do sangue volta com o ar velhinho que estava dentro do corpo, este ar desembarca no pulmão e sai para fora do corpo.
--Mas e os peixes? perguntou o peixinho azul, que eu saiba não respiram ar, respiram água.
--Isto mesmo disse Elétrico, os peixinhos como nós, ao invés de ar respiram água. Alguns peixes tem pulmão mas a maioria tem branqueas, que fazem quase o mesmo trabalho que os pulmões, troca de gases entre o ambiente e o corpo.A água que passa pelas branqueas contem oxigênio, e este oxigênio também embarca no trenzinho do sangue e o leva para todos os cantos do corpo do peixe.
--Mas, e se eu sair fora da água eu vou conseguir respirar ar(QM),perguntou azul...
--Não, respondeu elétrico, assim como se uma pessoa tentar respirar água não vai conseguir retirar dela o oxigênio e vai morrer afogada, o peixinho que sair fora da água também vai morrer asfixiado, ou seja, sem oxigênio.
--mas porque(QM)
E assim foram nadando os dois peixinhos conversando e azul, sempre repetindo um porque que não tinha fim. Então, como o lago era muito grande e esta historia tem que acabar, ficamos por aqui com as perguntas do peixinho azul, mas voltamos numa outra historia.

O cachorro Bob

O cachorro Bob

O cachorro bob gostava de olhar as estrelas e dormia do lado de fora da casa. Ele achava que uma estrela ia falar com ele e vivia pensando: --- Será que alguma estrela vai falar comigo? Pois eu acho que sim.
Um dia ele estava dormindo e ouviu uma voz.
---Ola amigão, esta tudo bem?
O cão, muito assustado disse: ---Há, quem esta falando comigo?
---Sou eu, a estrela que você estava esperando. Porque você queria falar comigo?
---Bom, eu queria te fazer um pedido, sabe?
---Que pedido? disse a estrela
---Eu queria te pedir um osso bem grande, do tamanho de um elefante. Suculento, delicioso..hummm, não consigo parar de pensar nisto... voce poderia me ajudar?
---Sim, eu posso, mas cuidado com o seu desejo.Tem certeza de que você quer um osso tão grande assim?
---Claro que tenho...
--- Bom, então e so esperar.
No outro dia, bob acordou meio abobalhado com o sonho que teve. Quem diz que estrela fala? Ou mesmo que uma estrela iria lhe dar o que tanto queria.
Quando deu sua hora de passeio, ele ficou alegre e foi ate sua casinha para pegar sua coleira. Foi quando ele viu um enorme osso na frente da sua casa.
---Puxa, era verdade mesmo, a estrela atendeu meu desejo. Mas e agora? Como e que eu vou carregar este osso enorme?
De repente apareceu o dono de Bob e disse assustado:
---Bob, de onde você tirou este osso gigantesco...ha, já sei seu safado, deve ter roubado do museu. Não sei como conseguiu trazer esta coisa ate aqui, mas trate de voltar la e devolve-lo senão....
Bob ficou assustado porque quando seu dono falava : Senão! Ele sabia que era coisa seria. Mas e agora? Ele não conseguia sequer abocanhar o osso, quem diria tira-lo do lugar.Devolve-lo então, para quem, se foi a estrela que mandou o tal osso...
Pensou em roer, roer , roer.....mas ao fim de horas nada, o osso não diminuía apesar de ser muito gostoso, bob estava ficando enjoado do osso enorme. Quando a noite veio, bob ainda estava com o mesmo problema e decidiu que iria reclamar com a estrela por lhe dar um asso tão grande que ele nem podia carregar. Ele sabia que seu dono faria alguma coisa muito seria com ele se não resolvesse o problema do osso.

Quando Bob dormia, novamente a estrela veio e falou com ele.
Oi amigo, me parece preocupado. O que aconteceu?
Bom, disse bob, e que você me trouxe um osso muito grande e agora se eu não sumir com ele meu dono vai fazer “Senão” comigo, e “senão” e uma coisa muito ruim.
---Bom amigo, eu lhe trouxe o que você me pediu. Você deve ter cuidado com o que deseja pois os desejos sempre se realizam, mais cedo ou mais tarde. Mas muitas vezes pedimos coisas que realmente não precisamos e essas coisas se tornam um problema para nos.
No dia seguinte, bob acordou e viu que o osso enorme já não estava mais la.
Ficou muito feliz e nunca mais pensou em ganhar um osso tão grande.

terça-feira, abril 26, 2005

Pressa - Texto experimental(nao me xinguem)

Pressa era uma mulher muito atarefada, só tinha tempo para pensar nas coisas que tinha que fazer e em mais nada.Vivia correndo pra lá e pra cá sempre dizendo: Tenho que fazer isto, tenho que fazer aquilo. Pressa nunca parava para dar atenção a ninguém ou dar um sorriso ou mesmo agradecer pela atenção que o dono da banca de jornal lhe prestava, essas coisas que enfeitam a vida sabe?. Amigos ou filhos, Pressa não tinha. Pressa só tinha Pressa mesmo. Não queria ninguém para atrapalhar a sua vida.Tinha sim inimigas mortais. Sua pior era uma juiza chamada Perfeição que morava do outro lado da rua. Esta ela odiava com todas as forças. Os anos passavam muito rápido, porque com tanta pressa, Pressa nem se dava conta do tempo que perdia por não viver as coisas simples da vida, sentir o vento bater em seu rosto, ler um bom livro de romance, cheirar uma flor, brincar com uma criança, sentir os pingos da chuva... falar em chuva, quando chovia Pressa ficava com mais pressa ainda porque o transito parava e Pressa chegava sempre atrasada aos compromissos.Num desses dias chuvosos, num desses corre-corres de Pressa, ela encontrou Indiferente. Era um rapaz bonito, e Pressa depressa se apaixonou. Tiveram uma filha juntos nove meses depois que se chamava Ausência. Pobre menina foi criada sozinha já que Pressa nunca teve muito tempo para cuidar dela e a deixava com sua empregada Ansiedade. Indiferente, o pai de Ausência, vivia em seu mundinho fechado e nunca dava atenção para a filha. Ausência não sabia o que era brincar com o Pai, embora estivesse sempre com ele, nem com a mãe embora esta também a levasse para o trabalho sempre que possivel para que Ausencia passasse horas brincando com um colega seu de trabalho, Computador e nao torrasse a Paciência, moça bonita que trabalhava na mesma sala que Pressa, mas criticava a forma de Pressa levar a vida.Ausência só brincava um pouco com outras crianças quando ia na escola do bairro. Ausencia adorava ficar nas bibliotecas sempre que podia e lia muitos livros. Era amiga de todos os bibliotecários que adoravam servi-la ao invés de responder as perguntas chatas dos outros usuários. Os funcionários da biblioteca já estavam acostumados com a menina que dava uma passada lá todos os dias, nem que fosse para dizer um olá. Sabiam que não podiam ganhar muito com a sua amizade, afinal de contas Ausência éra apenas uma criança, mas gostavam muito da mãe da menina e a tinham como exemplo de pessoa eficiente por a conhecerem tão bem. Nas conversas que tinham ao almoçar juntos, comentavam que a mãe de Ausência era muito competente. Falavam dela no café, no almoço e no trabalho. Pressa, Pressa, Pressa, sempre lembravam dela quando entrava um novo usuário que vinha com perguntas e tentavam despacha-lo o mais rápido o possível, mesmo que este ainda tivesse dúvidas sobre o material a ser consultado. Pressa mesmo nem se dava conta de que a admiravam tanto pois nunca tinha tempo para acompanhar sua filha em bibliotecas e sempre dizia
--Para que eu preciso de conhecimento se tenho informações que me satisfazem?
Um dia Ausência, a muito custo, conseguiu convencer Pressa a ir com ela até a biblioteca mais próxima. Pressa não queria perder tempo com livros, e nunca tinha ido a uma biblioteca antes mas, uma vez na vida, pensou que não faria mal fazer um gosto da filha. Ao entrar na biblioteca todos a reverenciaram e ela nem sabia porque. Então ela pediu muitos livros para ler, já que estava lá, não podia perder tempo. Foi atendida prontamente pelos bibliotecarios. Os livros, foleou alguns sempre com pressa, revistas, lhe encantavam as figuras e manchetes, não mais que isto lia. Gostou muito das enciclopédias antigas que tinham um pouco de tudo, mas de tudo muito pouco para se aprofundar nos assuntos. Pressa não gostava de se aprofundar. Leu o suficiente e saiu da biblioteca com algumas descobertas que fez:
Embora fosse já velha, nunca iria morrer.
Ficaria para sempre junto de seu marido e de sua filha, onde quer que estivessem.
Embora nunca levasse ninguém a lugar algum, sempre daria a impressão de que era muito útil.

...........Leitor, como o título diz, este texto é experimental, desculpe por não conseguir termina-lo, afinal estou com muita pressa, mas quem sabe você não poderia dar algumas sugestões de como acabar de escrever esta historia?
Se você acha que Pressa não deve ser imortal em sua vida, ligue para seu proprio celular e diga isto olhando no espelho.....

Rudi Santos